sábado, 12 de novembro de 2016

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Sobre que tema vamos começar a desenvolver a criação: Instrumental – uma frase, um riff um mote, um estado de espirito, etc. “Modo e tonalidade”. Harmonia, melodia, andamento.
Com texto/poesia/letra – o tema transmite alegria, tristeza, festa, etc. Escolha do “modo e tom”. Harmonia, melodia, andamento.
Nota: até aqui pode ou não haver uma estrutura definida – geralmente sofre modificações com o desenvolvimento dos arranjos, por isso é só referida na fase posterior.
Nota: aqui está praticamente concluído o processo de criação - já se pode definir a AUTORIA do tema -  o embrião está pronto para nascer – tudo o que se segue, mesmo com alterações da 1ª parte, são apenas maneiras que vamos ter que “arranjar”, para “vestir” o recém nascido, assim como faze-lo “crescer”.
Fase 2: Arranjos
Escolha de género ou fusão de géneros - em que melhor se inserir o tema, o álbum, o espirito da banda, o estilo do artista
Timbres - Instrumental
Quais e quantos instrumentos se vão usar(dentro do género/s escolhido/s)
Nota: é frequente para que o trabalho soe mais “completo/preenchido”, em estúdio, poderem usar-se um maior nº de instrumento, do que aqueles que a Banda irá usar, em possíveis performances ao vivo – para que em questões técnicas de áudio o trabalho final fique mais profissional – no entanto, muitas Bandas, querem apenas os arranjos que os músicos possam executar ao vivo – neste caso, apesar de não se adicionar qualquer outra camada de arranjos, podem usar-se dobragens de pistas(voz, guitarras), para se ter mais material para trabalhar o campo estéreo e de profundidade, e outros pormenores(aplicação de efx, diferentes compressões, equalizações, etc)
Por exemplo 2 guitarras, um bloco de metais completo – que ao vivo podem ser adaptados, a um só elemento, uma guitarra que sintetiza ou alterna os arranjos das 2 de estúdio, ou um teclado que faz o bloco de brass, etc.
Que instrumentos “pede” o tema (caso haja maior liberdade, em relação a isso na produção musical.
Estrutura Introdução/partes/pontes/refrão(s)/quebras/breaks/final..
Arranjos musicais
Ligação harmónica e melódica das partes/contrapontos /solos/ Progressões harmónicas/vozes…
Interiorização das músicasdecorar (letra, estrutura, fraseamentos /solos/ritmos/harmonias) -  fluidez na execução/feeling da interpretação
                                                 PRODUÇÃO
Captação/microfonagem/condições acústicas/condições tecnológicas e humanas (nº pessoas, técnicos, músicos da banda, músicos de estúdio, artistas convidados, técnicos operacionais)
Três pontos de partida essenciais: Bons instrumentos, boa execução(bons músicos), boa captação(bom equipamento e bons técnicos)
Limpeza ruidos, gates…
Ediçãoequalização, compressão, limitação, efx, dobragens, dinâmica, expansão estéreo, panorâmicas, profundidade, fase, etc
Dinâmica
Equilibrio de frequências
Groove
Balanço
Acerto de pormenores, automatizações para mixdown, níveis de áudio, campo estéreo, fases

Escuta de Referência – ESCUTAR TEMAS BEM GRAVADOS, NO MESMO EQUIPAMENTO ONDE SE VAIS MASTERIZAR
Equalização / compressão / limitação / expansão/ excitação/ ambiência de reverberação / Níveis / análise de parâmetros de loudness  em vigor
Equilibrio e uniformidade sonora entre as diferentes fachas de um mesmo trabalho
Escuta de análise –audição exaustiva no maior numero de dispositivos de mídia actuais – Hi-Fi, carstereo,note books, ipads, phones, Tablets, PAs, etc.
Fazer reacertos e ajustes se necessário
Produzir as Masters
Master em estéreo ou/e 5.1  - home cinema, car stereo, rádio, internet, Cds/
Master para backing track, ou playback em mídia profissional TVs, Rádios 
  

1. Criação
Neste trabalho são descritas, de forma simples, as principais etapas que um músico tem que completar para que possa colocar um CD musical no mercado, ao alcance dos consumidores.
Para que isso se torne possível, terá que criar algumas músicas e arranjos para elas. Depois terá que ensaiá-las até se achar pronto para gravar em estúdio. No estúdio terá que gravá-las e misturá-las da melhor forma possível, fazendo uma boa gestão do tempo utilizado. Tem depois que se certificar que o produto é correctamente reproduzido em sistemas diferentes, para que possa passar à fase de masterização. Depois é só registar as músicas, obter uma licença para duplicação e comercialização, fazer a capa e incumbir uma fábrica da fabricação dos CDs. No final faz-se um acordo com uma empresa de distribuição e o CD chega aos consumidores.
Pode parecer fácil, mas o que é certo é que a grande maioria dos músicos não chega sequer a gravar em estúdio…
 

Pretende-se com este trabalho dar a conhecer a potenciais interessados, as principais etapas necessárias à produção completa de um CD musical. Cada uma das etapas é descrita de uma forma simples, evitando o uso de termos demasiadamente específicos.
Por vezes ouvimos dizer que é fácil viver na indústria discográfica. Talvez. O pior é chegar lá…
Começamos, então, pela primeira fase: a de Criação.

Durante esta fase, o músico ou os músicos compõem uma melodia, geralmente acompanhada de acordes básicos, que constituem o primeiro arranjo musical. Apenas se pretende construir a base da música. Geralmente, e se a música não for instrumental, escreve-se também uma letra para acompanhar a melodia. Não há qualquer regra que defina o que deve ser feito primeiro. Ficará ao critério do autor criar primeiro, ou a letra, ou a música.
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02. Arranjos Musicais

Passamos à fase de Arranjos Musicais, em que o autor, através do uso de instrumentos, de frases musicais e de acompanhamentos e acordes próprios de cada estilo, procura "enquadrar" a sua música dentro do estilo musical pretendido. É claro que, muitas vezes, surgem estilos completamente novos, fruto da criatividade de cada autor.
Pode-se ainda acrescentar que os efeitos sonoros têm cada vez mais influência na definição de um estilo musical. Como exemplo temos o Rock atual cujo som não podemos dissociar de uma guitarra elétrica ligada a um pedal de distorção ou overdrive. A utilização de efeitos permite ainda criar ambientes e texturas sonoras impossíveis de alcançar anteriormente.
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03. Ensaios 

O passo seguinte são os Ensaios. Nesta fase o músico ou a banda procuram interiorizar a música de tal forma, que esta fique dominada (e até decorada). Reduz-se assim a possibilidade de enganos, quer em estúdio, quer em concertos ao vivo, ao mesmo tempo que surgirão novas ideias que poderão complementar ainda mais o arranjo musical, fruto dessa familiarização com a música.
Esta fase revelar-se-á muito importante no estúdio, uma vez que é um ambiente onde o músico está sujeito a diversas pressões que podem influenciar o seu desempenho, caso não esteja seguro. Esta segurança só se poderá conseguir com ensaios.
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04. Gravação
Embora os chamados homestudios estejam cada vez mais em voga, com a descida de preços do material informático, os melhores resultados, sobretudo para bandas, são conseguidos num verdadeiro estúdio, onde as condições tanto acústicas como tecnológicas são francamente melhores. Porém têm uma grande desvantagem: pagam-se, geralmente à hora.
Nesta fase é conveniente, se não houver dinheiro para um produtor, definir um orientador que diga o que fica bem e o que não fica e que, no final, se encarregue da mistura. Poderá ser o encarregado do estúdio ou um dos músicos. Pretende-se com esta medida, aproveitar o tempo da melhor forma.
Em estúdio, no caso de uma banda, começa-se por gravar primeiro a bateria, que irá servir de orientação rítmica para os outros músicos que vão gravar depois. A gravação é feita, regra geral, individualmente. Se o estúdio for grande e tiver condições para isolar acusticamente cada instrumento, poder-se-á pensar em gravar tudo ao mesmo tempo, uma vez que cada instrumento irá para uma pista diferente. Nunca se deverá gravar, por exemplo, duas vozes ao mesmo tempo com o mesmo microfone, porque irá dificultar a mistura e, no caso de um dos cantores se enganar, ambos terão de repetir o take.
Em estúdio surgem, geralmente, ideias novas, porque há mais material para trabalhar e haverá sempre alguém com mais experiência a aconselhar. As músicas tendem, por isso, a ficar mais ricas.
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05. Mistura 


Esta é já uma etapa final da gravação. Aqui acertam-se os níveis sonoros e a panorâmica de cada pista gravada. É também feita a equalização de cada uma das pistas e a aplicação de efeitos aos instrumentos.
Antes de começar e sempre que necessário, devem ouvir-se CDs bem conhecidos e bem gravados no sistema de reprodução do estúdio, que servirão de referência e comparação para a mistura que se irá efetuar.
Em relação ao ajuste dos níveis sonoros, deverá ser encontrado um equilíbrio entre instrumentos e vozes de modo a que todos se oiçam. Há, no entanto, uma tendência para realçar a voz, visto ser ela que "dá vida" à melodia.
Com a panorâmica podem criar-se verdadeiros ambientes sonoros, se a eles juntarmos a utilização de efeitos. Dando um exemplo simplista, se se tiver uma gravação de uma orquestra em que os violinos estavam à frente e à direita e os contrabaixos atrás e à esquerda, deve-se na mistura ajustar a panorâmica dos violinos para a direita e aplicar pouco ou nenhum reverb e, nos contrabaixos, ajustar a panorâmica para a esquerda, aplicando uma boa quantidade de reverb. Assim, quem ouvir a gravação ouvirá uma aproximação daquilo que ouviria, caso estivesse em frente da orquestra.
Quanto à equalização, deverá ser feita pista-a-pista, ajustando graves, médios e agudos para cada uma individualmente e, no final deverá ser feita uma equalização ouvindo todas as pistas ao mesmo tempo. Durante esta fase, para não "borrar" o som, é por vezes melhor reduzir do que aumentar. Por exemplo, se o som de uma guitarra tiver poucos baixos deve primeiro tentar reduzir-se nos agudos e não aumentar os baixos.
Durante a fase de mistura surgem normalmente muitas ideias que conduzem a uma grande modificação do produto final.
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06. Audição  
Após a fase de mistura há que passar à fase de Audição e avaliação das músicas gravadas e misturadas. Como cada sistema de reprodução tem as suas características muito próprias, é natural que uma gravação que tenha ficado ótima no estúdio vá soar mal numa outra aparelhagem. Assim, a gravação deverá ser ouvida no maior número de sistemas possível e corrigida no estúdio, sempre que necessário, até se encontrar uma mistura que soe o melhor possível em todo o lado.
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07. Masterização
Nesta fase, basicamente, trabalha-se já com o as músicas no seu todo e não com as pistas individualmente. Ajustam-se os níveis de maneira ótima para que não haja nem ruído, nem distorção. Uma gravação muito baixa irá com certeza deixar "transparecer" ruído, enquanto que uma gravação além dos limites irá ficar distorcida.
Durante esta fase é também feita uma equalização final, mais minuciosa de cada uma das músicas.
No final é gravado o master, que irá ser utilizado para a duplicação dos CDs.

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08. Registro e Legalização
Para que o músico possa dormir descansado, certo de que ninguém lhe vai roubar o direito às suas músicas, tem que registar cada uma delas num organismo competente. Em Portugal, quem trata da segurança dos autores é a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores).
É também a SPA que concede licenças para duplicação e comercialização do CD, depois de verificar que o produto não viola os direitos de outros autores já registados. 
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09. Fabricação  
Qualquer CD em comercialização tem uma capa (salvo raras exceções). Esta, depois de concebida e elaborada, deverá ser entregue numa disquete, juntamente com o master, ou uma cópia deste, à fábrica que se irá encarregar da duplicação dos CDs. Os CDs copiados na fábrica são prensados e não gravados a laser, como acontece com os gravadores CD-R. O preço de um CD prensado é muito mais baixo do que o de um CD-R.
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10. Distribuição e Comercialização
Para que haja certeza de que o CD chega a toda a gente, é feito um acordo com uma empresa de distribuição. É claro que sai muito mais caro do que se fossem os próprios músicos a fazê-la, mas as probabilidades de sucesso também são muto maiores.
Por fim, o produto chega às rádios e às discotecas e começa a promoção do CD, que é feita de inúmeras formas, como por exemplo: concertos ao vivo.
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11. Conclusão
É certo, que à partida, a produção de um CD musical parece uma tarefa fácil, mas é na realidade algo difícil e moroso. Envolve grandes esforços físicos, mentais e financeiros da parte dos músicos, que nem sempre vêm o seu trabalho ser acreditado. Se a isto aliarmos o facto de que, na indústria musical da atualidade, os interesses económicos falam mais alto do que o talento dos músicos, verificamos que a grande maioria dos músicos nem sequer consegue chegar ao primeiro patamar da produção de um CD: a fase de gravação.
É então uma indústria na qual será mais ou menos fácil sobreviver, mas que é muito difícil de atingir. Esperemos que o futuro nos reserve mais facilidades e mais apoios nesse sentido.





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