Sobre que tema vamos começar a desenvolver
a criação: Instrumental – uma frase, um riff um mote, um
estado de espirito, etc. “Modo e tonalidade”. Harmonia, melodia, andamento.
Com texto/poesia/letra – o tema transmite
alegria, tristeza, festa, etc. Escolha do “modo e tom”. Harmonia, melodia, andamento.
Nota: até aqui pode ou não haver uma estrutura
definida – geralmente sofre modificações com o desenvolvimento dos arranjos,
por isso é só referida na fase posterior.
Nota: aqui está praticamente concluído o processo
de criação - já se pode definir a AUTORIA do tema - o embrião está pronto para nascer – tudo o
que se segue, mesmo com alterações da 1ª parte, são apenas maneiras que
vamos ter que “arranjar”, para “vestir” o recém nascido, assim como faze-lo
“crescer”.
Fase
2: Arranjos
Escolha de género ou fusão de géneros - em que melhor se inserir o tema, o álbum, o espirito da banda, o estilo do
artista
Timbres - Instrumental
Quais e quantos instrumentos se vão usar(dentro do
género/s escolhido/s)
Nota: é frequente para que o trabalho soe mais
“completo/preenchido”, em estúdio, poderem usar-se um maior nº de instrumento, do
que aqueles que a Banda irá usar, em possíveis performances ao vivo – para que
em questões técnicas de áudio o trabalho final fique mais profissional – no
entanto, muitas Bandas, querem apenas os arranjos que os músicos possam
executar ao vivo – neste caso, apesar de não se adicionar qualquer outra camada
de arranjos, podem usar-se dobragens de pistas(voz, guitarras), para se ter
mais material para trabalhar o campo estéreo e de profundidade, e outros
pormenores(aplicação de efx, diferentes compressões, equalizações, etc)
Por exemplo 2 guitarras, um bloco de metais completo –
que ao vivo podem ser adaptados, a um só elemento, uma guitarra que
sintetiza ou alterna os arranjos das 2 de estúdio, ou um teclado que faz o
bloco de brass, etc.
Que instrumentos “pede” o tema (caso haja maior liberdade,
em relação a isso na produção musical.
Estrutura Introdução/partes/pontes/refrão(s)/quebras/breaks/final..
Arranjos musicais
Ligação
harmónica e melódica das partes/contrapontos /solos/ Progressões harmónicas/vozes…
Interiorização das músicas – decorar (letra, estrutura,
fraseamentos /solos/ritmos/harmonias) - fluidez
na execução/feeling da interpretação
PRODUÇÃO
Captação/microfonagem/condições acústicas/condições
tecnológicas e humanas (nº pessoas, técnicos, músicos da
banda, músicos de estúdio, artistas convidados, técnicos operacionais)
Três pontos de partida essenciais: Bons instrumentos, boa execução(bons músicos), boa captação(bom equipamento e bons técnicos)
Limpeza – ruidos, gates…
Edição – equalização, compressão, limitação, efx, dobragens,
dinâmica, expansão estéreo, panorâmicas, profundidade, fase, etc
Dinâmica
Equilibrio de frequências
Groove
Balanço
Acerto de pormenores, automatizações para mixdown, níveis de áudio, campo estéreo, fases
Escuta de Referência – ESCUTAR TEMAS BEM GRAVADOS, NO MESMO EQUIPAMENTO ONDE SE VAIS MASTERIZAR
Equalização / compressão / limitação / expansão/
excitação/ ambiência de reverberação / Níveis / análise de parâmetros de
loudness em vigor
Equilibrio e uniformidade sonora entre as diferentes fachas de um mesmo trabalho
Escuta de análise –audição exaustiva no maior numero de dispositivos de mídia actuais –
Hi-Fi, carstereo,note books, ipads, phones, Tablets, PAs, etc.
Fazer reacertos e ajustes se
necessário
Produzir as Masters
Master em estéreo ou/e 5.1 - home cinema, car stereo, rádio, internet,
Cds/
Master para backing track, ou playback em mídia
profissional TVs, Rádios
Neste trabalho são
descritas, de forma simples, as principais etapas que um músico tem que
completar para que possa colocar um CD musical no mercado, ao alcance dos
consumidores.
Para que isso se torne
possível, terá que criar algumas músicas
e arranjos para elas. Depois terá que ensaiá-las
até se achar pronto para gravar em
estúdio. No estúdio terá que gravá-las
e misturá-las da melhor forma possível, fazendo uma boa gestão do tempo utilizado. Tem depois que se certificar que o produto é correctamente reproduzido em sistemas
diferentes, para que possa passar à fase
de masterização. Depois é só registar
as músicas, obter uma licença para
duplicação e comercialização, fazer
a capa e incumbir uma fábrica da
fabricação dos CDs. No final faz-se um acordo com uma empresa de distribuição e o CD chega aos
consumidores.
Pode parecer fácil, mas
o que é certo é que a grande maioria
dos músicos não chega sequer a gravar em estúdio…
Pretende-se com este trabalho dar a conhecer a potenciais interessados, as principais etapas necessárias à produção completa de um CD musical. Cada uma das etapas é descrita de uma forma simples, evitando o uso de termos demasiadamente específicos.
Pretende-se com este trabalho dar a conhecer a potenciais interessados, as principais etapas necessárias à produção completa de um CD musical. Cada uma das etapas é descrita de uma forma simples, evitando o uso de termos demasiadamente específicos.
Por vezes ouvimos dizer
que é fácil viver na indústria
discográfica. Talvez. O pior é
chegar lá…
Começamos, então, pela primeira fase: a de Criação.
Durante esta fase, o músico ou os músicos compõem uma melodia, geralmente acompanhada de acordes básicos, que constituem o primeiro arranjo musical. Apenas se pretende construir a base da música. Geralmente, e se a música não for instrumental, escreve-se também uma letra para acompanhar a melodia. Não há qualquer regra que defina o que deve ser feito primeiro. Ficará ao critério do autor criar primeiro, ou a letra, ou a música.
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02. Arranjos Musicais
Passamos à fase de Arranjos Musicais, em que o autor, através do uso de instrumentos, de frases musicais e de acompanhamentos e acordes próprios de cada estilo, procura "enquadrar" a sua música dentro do estilo musical pretendido. É claro que, muitas vezes, surgem estilos completamente novos, fruto da criatividade de cada autor.
Durante esta fase, o músico ou os músicos compõem uma melodia, geralmente acompanhada de acordes básicos, que constituem o primeiro arranjo musical. Apenas se pretende construir a base da música. Geralmente, e se a música não for instrumental, escreve-se também uma letra para acompanhar a melodia. Não há qualquer regra que defina o que deve ser feito primeiro. Ficará ao critério do autor criar primeiro, ou a letra, ou a música.
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02. Arranjos Musicais
Passamos à fase de Arranjos Musicais, em que o autor, através do uso de instrumentos, de frases musicais e de acompanhamentos e acordes próprios de cada estilo, procura "enquadrar" a sua música dentro do estilo musical pretendido. É claro que, muitas vezes, surgem estilos completamente novos, fruto da criatividade de cada autor.
Pode-se ainda
acrescentar que os efeitos sonoros
têm cada vez mais influência na definição de um estilo musical. Como
exemplo temos o Rock atual cujo som
não podemos dissociar de uma guitarra elétrica
ligada a um pedal de distorção ou
overdrive. A utilização de efeitos
permite ainda criar ambientes e texturas sonoras impossíveis de
alcançar anteriormente.
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03. Ensaios
O passo seguinte são os Ensaios. Nesta fase o músico ou a banda procuram interiorizar a música de tal forma, que esta fique dominada (e até decorada). Reduz-se assim a possibilidade de enganos, quer em estúdio, quer em concertos ao vivo, ao mesmo tempo que surgirão novas ideias que poderão complementar ainda mais o arranjo musical, fruto dessa familiarização com a música.
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03. Ensaios
O passo seguinte são os Ensaios. Nesta fase o músico ou a banda procuram interiorizar a música de tal forma, que esta fique dominada (e até decorada). Reduz-se assim a possibilidade de enganos, quer em estúdio, quer em concertos ao vivo, ao mesmo tempo que surgirão novas ideias que poderão complementar ainda mais o arranjo musical, fruto dessa familiarização com a música.
Esta fase revelar-se-á muito importante
no estúdio,
uma vez que é um ambiente onde o
músico está sujeito a diversas pressões que podem influenciar o seu
desempenho, caso não esteja seguro. Esta segurança só se poderá conseguir com
ensaios.
Embora os chamados homestudios estejam cada vez mais em
voga, com a descida de preços do material informático, os melhores resultados,
sobretudo para bandas, são conseguidos
num verdadeiro estúdio, onde as
condições tanto acústicas como tecnológicas são francamente melhores. Porém têm uma grande desvantagem:
pagam-se, geralmente à hora.
Nesta fase é
conveniente, se não houver dinheiro para um produtor,
definir um orientador que diga o que fica bem e o que não fica e
que, no final, se encarregue da mistura. Poderá ser o encarregado do estúdio ou um dos músicos.
Pretende-se com esta medida, aproveitar o tempo da melhor forma.
Em estúdio, no caso de uma banda, começa-se por gravar primeiro a
bateria, que irá servir de orientação rítmica para os outros músicos que vão gravar
depois. A gravação é feita, regra geral, individualmente. Se o estúdio
for grande e tiver condições para isolar acusticamente cada instrumento,
poder-se-á pensar em gravar tudo ao mesmo tempo, uma vez que cada
instrumento irá para uma pista diferente. Nunca se deverá gravar, por exemplo,
duas vozes ao mesmo tempo com o mesmo microfone, porque irá dificultar a
mistura e, no caso de um dos cantores se enganar, ambos terão de repetir o
take.
Em estúdio surgem, geralmente, ideias
novas, porque há mais
material para trabalhar e haverá sempre alguém com mais experiência a
aconselhar. As músicas tendem, por isso, a ficar mais ricas.
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05. Mistura
Esta é já uma etapa final da gravação. Aqui acertam-se os níveis sonoros e a panorâmica de cada pista gravada. É também feita a equalização de cada uma das pistas e a aplicação de efeitos aos instrumentos.
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05. Mistura
Esta é já uma etapa final da gravação. Aqui acertam-se os níveis sonoros e a panorâmica de cada pista gravada. É também feita a equalização de cada uma das pistas e a aplicação de efeitos aos instrumentos.
Antes de começar e sempre
que necessário, devem ouvir-se CDs bem conhecidos e bem
gravados no sistema de
reprodução do estúdio, que servirão de referência
e comparação para a mistura
que se irá efetuar.
Em relação ao ajuste dos
níveis sonoros, deverá ser encontrado um equilíbrio entre instrumentos e vozes de modo a que todos se oiçam.
Há, no entanto, uma tendência para realçar
a voz, visto ser ela que "dá vida" à melodia.
Com a panorâmica
podem criar-se verdadeiros ambientes sonoros, se a eles juntarmos a utilização
de efeitos. Dando um exemplo simplista, se se tiver uma gravação de uma
orquestra em que os violinos estavam à frente e à direita e os contrabaixos
atrás e à esquerda, deve-se na mistura ajustar a panorâmica dos violinos para a
direita e aplicar pouco ou nenhum reverb e, nos contrabaixos, ajustar a
panorâmica para a esquerda, aplicando uma boa quantidade de reverb. Assim, quem
ouvir a gravação ouvirá uma
aproximação daquilo que ouviria, caso estivesse em frente da orquestra.
Quanto à
equalização, deverá ser feita pista-a-pista, ajustando
graves, médios e agudos para cada uma individualmente e, no final deverá ser feita uma equalização ouvindo
todas as pistas ao mesmo tempo.
Durante esta fase, para não "borrar" o som, é por vezes melhor
reduzir do que aumentar. Por exemplo, se o som de uma guitarra tiver
poucos baixos deve primeiro tentar reduzir-se nos agudos e não aumentar os
baixos.
Durante a fase de
mistura surgem normalmente muitas ideias que conduzem a uma grande modificação
do produto final.
Após a fase de mistura há que passar à fase de Audição
e avaliação
das músicas gravadas e misturadas. Como cada sistema de reprodução tem
as suas características muito próprias, é natural que uma gravação que tenha ficado ótima no estúdio vá soar mal numa outra aparelhagem. Assim,
a gravação deverá ser
ouvida no maior número de sistemas possível e corrigida no estúdio,
sempre que necessário, até se
encontrar uma mistura que soe o melhor possível em todo o lado.
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07. Masterização
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07. Masterização
Nesta fase, basicamente,
trabalha-se já com o as músicas no seu
todo e não com as pistas individualmente. Ajustam-se os níveis de maneira ótima para que não haja nem
ruído, nem distorção. Uma gravação muito baixa irá com certeza
deixar "transparecer" ruído, enquanto que uma gravação além
dos limites irá ficar distorcida.
Durante esta fase é
também feita uma equalização final,
mais minuciosa
de cada uma das músicas.
No final é gravado o master, que irá ser utilizado para a duplicação
dos CDs.
Para que o músico possa
dormir descansado, certo de que ninguém lhe vai roubar o direito às suas
músicas, tem que registar cada uma delas num organismo competente. Em
Portugal, quem trata da segurança dos autores é a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores).
É também a SPA que concede licenças para
duplicação e comercialização do CD, depois de
verificar que o produto não viola os direitos de outros autores já registados.
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09. Fabricação
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09. Fabricação
Qualquer CD em
comercialização tem uma capa (salvo
raras exceções). Esta, depois de concebida e elaborada, deverá ser entregue numa disquete, juntamente com o
master, ou uma cópia deste, à
fábrica que se irá encarregar da duplicação dos CDs. Os CDs copiados na fábrica são prensados e não gravados a laser,
como acontece com os gravadores CD-R. O
preço de um CD prensado é muito mais baixo do que o de um CD-R.
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10. Distribuição e Comercialização
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10. Distribuição e Comercialização
Para que haja certeza
de que o CD chega a toda a gente, é feito um acordo com uma empresa de distribuição. É claro que sai
muito mais caro do que se fossem os próprios músicos a fazê-la, mas as probabilidades
de sucesso também são muto maiores.
Por fim, o produto chega às rádios e às
discotecas e começa a promoção
do CD, que é feita de inúmeras
formas, como por exemplo: concertos ao vivo.
É certo, que à partida, a produção de um CD musical parece uma
tarefa fácil, mas é na realidade
algo difícil e moroso. Envolve grandes esforços físicos, mentais e
financeiros da parte dos músicos,
que nem
sempre vêm o seu trabalho ser acreditado. Se a isto aliarmos o facto de
que, na indústria musical da atualidade,
os interesses
económicos falam mais alto do que o talento dos músicos, verificamos
que a grande maioria dos músicos nem sequer consegue chegar ao primeiro
patamar da produção de um CD: a fase de gravação.
É então uma indústria na qual será mais ou menos
fácil sobreviver, mas que é muito
difícil de atingir. Esperemos que o futuro nos reserve mais facilidades e
mais apoios nesse sentido.




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